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Onde estará minha pátria?
Minhas mãos ensaiam novos gestos,
procurando alguma poesia.
Já faz tempo que elas estão em silêncio,
como se estivessem adormecidas.
Depois de se soltarem,
se perderam numa busca profunda e tão familiar,
onde se incorporam novos sabores,
novos hábitos e a mesma sensação,
embora novas estradas se desdobrem diante dos mesmos pés,
diante da mesma ansiedade juvenil.
Tudo agora é ausência, paisagem diferente, cidades distantes,
reflexos do passado em minha memória perplexa...
Onde estará a minha pátria?
Estaria lá a minha paz?
Londres, 1999
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